domingo, 7 de março de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Eu fui para o Japão SÓ com a força do Pensar?????
Estes dias, durante a aula do Professor Luiz Carlos Berri, comecei a ensimesmar-me na questão da corporeidade do homem. Sendo provido de corpo próprio o ser humano se limita espacialmente a ocupar apenas locais determinados pela sua localização física entre os seres corpóreos que o circundam. Eu disse “espacialmente”, porque mentalmente podemos ir muito longe. Por quÊ????
Este texto foi inspirado pelo comentário de um companheiro de turma que dizia: “Meu! Tô longe longe, lá no ‘Paint Ball’!” (aê Mir). Este seu comentário proferido me trouxe à superfície a música do Cidade Negra intitulada “Pensamento”.
Se quiser escutá-la, clique no seguinte link: http://letras.terra.com.br/cidade-negra/45286/
Ou se preferir, aqui vai a letra:
Pensamento
Composição: Ras Bernardo / Lazão / Da Gama / Bino
Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Pensamento é um momento
Que nos leva a emoção
Pensamento positivo
Que faz bem ao coração
O mal não
O mal não
Sempre que para você chegar
Terá que atravessar
A fronteira do pensar
A fronteira do pensar
E o pensamento é o fundamento
Eu ganho o mundo sem sair do lugar
Eu fui para o Japão
Com a força do pensar
Passei pelas ruínas
E parei no Canadá
Subi o Himalaia
Pra no alto cantar
Com a imaginação que faz
Você viajar, todo mundo
Estou sem lenço e o documento
Meu passaporte é visto em todo lugar
Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar
Detone o pesadelo pois o bom
Ainda virá
Você precisa saber
O que passa aqui dentro
Eu vou falar pra você
Você vai entender
A força de um pensamento
Pra nunca mais esquecer
Custe o tempo que custar
Que esse dia virá
Nunca pense em desistir, não
Te aconselho a prosseguir
O tempo voa rapaz.
Pegue seu sonho rapaz
A melhor hora e o momento
É você quem faz
Recitem
Poesias e palavras de um rei
Faça por onde que eu te ajudarei
Nos interessa, para este texto, recolher o trecho da música que diz “o pensamento é o fundamento, Eu ganho o mundo sem sair do lugar. Eu fui para o Japão Com a força do pensar, Passei pelas ruínas E parei no Canadá. Subi o Himalaia Pra no alto cantar, Com a imaginação que faz Você viajar”. Quantas vezes nos acontece isso num mesmo dia? Muitas. Por sorte, temos um pensamento muito bem educado, senão, a reação dele contra o nosso corpo,seria a mesma de uma criança que é impedida pelos pais de ir sozinha ao centro da cidade (quando isto lha é um grande sonho).
Depois de ter recordado desta musica, tentei Degustar-me, por um instante, em imaginar-me desprovido deste meu corpo-próprio (aquelas viajadas típicas de aula de filosofia). Pensei na possibilidade de ser eu, unicamente meu pensamento, sem essa coisa pesada que me impede de voar (voar era meu sonho infantil) e chegar a lugares incríveis como que num toque de mágica. Sabe a quê conclusão que eu cheguei? QUE SEM GRAÇA QUE SERIA! Não conseguiria me relacionar com nada. Ninguém me viria e eu nem sequer conseguiria tocar nas coisas que tanto me encantariam. “Tá, mas... ... ... ... ... ... ...” (RIEG, Rubens) eu já fiz a experiência de tocar, olhar, cheirar, ouvir, e degustar um montante de coisas da natureza! O pensamento não seria capaz de reconstruir estas sensações mesmo desprovido da matéria? Sim, seria, desde que antes o pensamento existisse no corpo sensitivo. Ou seja, estas viajadas que damos durante as aulas, até que são interessantes por que nos fazem retornar a fatos que já vivemos (fossem eles bons, ruins, prazerosos ou doloridos) e que, podem ser, por isso, reproduzidos pelo nosso pensamento.
Pense numa MAÇÃ! Você consegue fazer isso? Claro que sim. Seu pensamento consegue reproduzir a maçã porque seu corpo já fez a experiência de uma maçã. Quem sabe até consiga reproduzir a sensação do cheiro e do sabor de uma maçã.
Agora pense num CARINGALTONTO! Você consegue fazer isso? Seu pensamento está buscando, neste momento, por um arquivo com esse nome para tentar exibí-lo. 1 segundo, 2 segundos, 3 segundos,... 4, 5, 6, 7, 8, 9,10, 11, 12, ... ... ... e depois de algum tempo vc recebe a seguinte resposta: A pesquisa foi concluída; não há resultados a serem exibidos. Essa palavra eu inventei agora e por isso seu corpo nunca sofreu às categorias de algo que se chamasse caringaltonto. Logo, seu pensamento não consegue reproduzi-lo.
Desta forma, não poderíamos imaginar aquela música acima sem considerar a corporeidade do homem. O pensamento do homem só consegue ir para o Japão se o seu referido corpo já viu pela TV ou leu algo sobre este país, ou se ele já esteve alguma vez no país ou está atualmente nesse país. O autor foi muito feliz ao pressupor a existência do corpo dizendo que ganhou o mundo sem sair do lugar. Sem que SEU CORPO saísse do lugar ele foi para o Japão. Isto é possível. Agora, troquemos Japão por Caringaltonto. Ficaria: Eu fui para Caringaltonto com a força do pensar. Vc consegue ir para lá em pensamento? Conseguiria, após um certo tempo, se você se dispusesse a criar um país imaginário com esse nome. Mas o que vc colocaria nesse país? Um conjunto de coisas que você já experienciou em diversos lugares.
Nossa imaginação não cria, apenas recria combinações diferentes com o que temos arquivado em nossa memória. O CORPO É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO PARA UMA IMAGINAÇÃO FÉRTIL. O pensamento só age mediante as experiências adquiridas.
Temos, portanto, uma limitação espacial que nos é imposta pelo corpo. Mas, sem ele (o corpo), não existiriam no nosso pensamento fatos a serem reproduzidos pela imaginação.
Ainda em fase de elaboração, este texto se trata de um ensaio sobre a possibilidade de um pensamento fora do corpo. Ainda não sei como resolver o problema de DEUS nesta relação corpo-pensamento, pois Deus é apenas pensamento. Será que com a afirmação - “ Deus não existe. Deus É!” – eu consigo resolver este problema?
ME AJUDEM, POR FAVOR!!!!!!!!!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Por que não se deve confiar no Wikipédia?
Filé Mignon de Boi ou de vaca? / entre outros furos
Sabe quando você vai a um restaurante com aquele enorme desejo de saborear uma deliciosa carne? Pois eh. Você já se preocupou alguma vez em escolher entre um filé Mignon de vaca e um de boi? Seria conveniente armar um "barraco" com o garçon se ele não soubesse especificar o gênero do bovino que estaria a lhe servir? hmmmmmm Acredito que o Sr. Luiz Carlos Prates consideraria conveniente fomentar uma tempestade criada neste copo d'água.
No DC (Diário Catarinense) desta quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010, o Sr. Prates julgou ser legal "mandar ao raio que os partam os NAUSEABUNDOS livros religiosos que só enfatizam o homem" onde "tudo é homem...".
Nosso professor, pelo qual tenho muito respeito, o Dr. Adilson Colombi, sempre arruma também uma encrenquinha com aqueles que tendem a generalizar a raça humana no conceito "HOMEM". Ele, assim como o Sr. Prates do DC, argumentam ser incabível esta correspondência afirmando que "homem é homem e mulher é mulher". Quando se pede um filé mignon de boi, se pede especificamente um filé de boi entendido como bovino macho e não de vaca (segundo eles). SERÁ?
Sei lá. Na dúvida, recorri a um dos mais bem conceituados dicionários da língua portuguesa. Ao encontrar no dicionário a palavra "BOI", ali o "Seu" Aurélio Buarque de Holanda Ferreira me disse que esse termo é um substantivo masculino que se refere a "Bovídeo doméstico, de chifres ocos, não ramificados." Ok. Pra ir mais a fundo fui verificar qual classe de animais abrangia o termo "bovídeo". Novamente se trata de um substantivo masculino que "Diz-se de, ou espéci-me (sic) dos bovídeos, família de mamíferos ruminantes, herbívoros, ungulados, providos de chifres; são os bois, antílopes, gazelas, ovelhas e cabras." UÉ???? E AS VACAS? NÃO SÃO BOVÍDEOS??? SOMENTE OS BOIS, ANTÍLOPES, GAZELAS, OVELHAS E CABRAS COMPÕE ESTA CLASSE???????????
AGORA VEM O PIORRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sr. Luiz Carlos Prates, naquela foto com uma expressão ditatorial, deve, desta forma, conseguir impor aos seus leitores e ouvintes de suas palestras muito do que ele "ACHA" correto. Aliás, o considero ainda muito ousado em taxar o senhor Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (que Deus o tenha) de "TROUXA" ao afirmar em seu dicionário que o termo "homem" designa:
1. Qualquer indivíduo de uma espécie animal de mamíferos bípedes, simiiformes, mas com grande desenvolvimento cerebral, capacidade de fala e raciocínio; ser humano;
2. A espécie humana; a humanidade.
... e somente no terceiro ponto...
3. Ser humano do sexo masculino; varão.
Será que o Sr. Aurélio é um trouxa machista ou é o Sr. Prates que não considera que as mulheres se enquadram na classificação de “espécie animal provida de grande desenvolvimento cerebral, capacidade de fala e raciocínio”?
Éhhh! E foi realmente esta expressão: T R O U X A. Como pode um dicionário deste naipe ser considerado bom, não é Sr. Prates? Um dicionário elaborado por um “TROUXA” está classificados entre os melhores do BRASIL, concorrendo a primeira posição apenas com o HOUAISS. Isso só pode ser no BRASIL mesmo!! Ou será que o elaborador do Dicionário AURÉLIO era um fanático religioso querendo defender seus “...NAUSEABUNDOS livros religiosos...”?
Se eu visse hoje o Senhor Aurélio na minha frente seguiria o conselho do Sr. Prates e lhe proferiria o seguinte insulto: “Deixe de ser estulto, Sr. Ferreira, homem é homem, mulher é mulher!”
B r i n c a d e i r i n h a a a a. Jamais faria isso. Considero muito mais a avaliação dos letrados de nossa nação do que o “achismo” de um editor do DC. Me perdoe Sr. Prates, mas esta é a minha avaliação quanto a esta primeira parte do seu artigo de quarta feira (17/02/2010)
Agora vamos à segunda parte do artigo do Sr. Prates, o qual parece ser o foco do seu objetivo (já que a primeira parte parece mais um “encher de lingüiça” pra ocupar aquele cantinho).
Depois de condenar o Dicionário do Sr. Aurélio, o Sr. Prates vem dizer que, por estarmos inseridos numa determinada sociedade, nossa subjetividade deve ser descartada, aniquilada e estuprada pelas estatísticas. Você, moça, que sonha em se casar e construir um grande amor pra toda a vida, não se iluda. Todos estes seus sonhos e planos devem ser descartados porque as estatísticas dizem que “os casamentos brasileiros estão durando, na média, 12 anos. E isso o Rio Grande do Sul. Do Rio Grande para cima, duram menos...”
Atenção mulheres!!! O Sr. Prates adverte. Não confiem em vocês mesmas! Não confiem no amor que há em vocês! Não confiem na sua personalidade! “Não confiem na sorte!”
CONFIEM APENAS NAS ESTATÍSTICAS!!!!!!!
Não queiram ser vocês mesmas. Deixem que a ESTRUTURA as modelem.
ATENÇÃO: Este é o conselho do ESTRUTURALISTA LUIZ CARLOS PRATES.
Eu sugiro que não o sigam, ou melhor, que sigam o conselho do apóstolo PAULO no seu “NAUSEABUNDO” livro aos Coríntios (13, 1-8) onde fala de um amor que não cessa, de um amor que tem fundamento e por isso não se abala com qualquer ventinho, um amor que é paciente e que, sem o qual, todos viveriam como o Sr. Prates.
Não vamos deixar que as estatísticas modelem nossos sonhos. Vamos criar personalidade própria! Vamos valorizar a nossa pessoa! Vamos nos deixar modelar por este amor sugerido por Paulo e vamos modelar a sociedade, configurando-a com o nosso jeito de ser.
Não tenham medo, esposas. As estatísticas não falam nada sobre quanto tempo vai durar seu casamento. O que existe é pessoas fundamentalistas querendo se utilizar destas estatísticas para acabar com seu sonho de ser feliz.
LAMENTO SR. PRATES.
Reginaldo Pereira de Almeida
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
POR QUE ESTUDAR FILOSOFIA??
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
PARABÉNS PRO MEU IRMÃO!!!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Amanhã??? É CARNAVAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mas, ... tem que ser agora?
São exatamente 01:54 da manhã (horário de Brasília). Vê se isso é hora de criar um Blob? Só porque encontrei essa oportunidade conversando com a "morcega" Schelen, já criei o meu. Nem pra esperar amanhecer o dia. Até aqui beleza. Nada de tão "fora da casinha". O problema é que agora o "MEU BLOB" tá vazio e sem graça. Tenho que postar alguma coisa. Mas... o que virá na minha cabeça a essas horas da madruga? Meus neurônios já nem funcionam mais direito. Ah, vou deixar pra amanhã. NÃÃÃÃOO. Tem que ser agora!!
REALMENTE, LUIS. IMETIATISTA. Estou sim incluso neste grupo formado pela mídia capitalista e persuasiva.
E assim surge minha primeira postagem, minha reflexao sobre a criação do meu blog.
Obrigado Luis pelos momentos reflexivos que provocaste durante os horarios de trabalho e Obrigado Schelen por ser a inspiradora deste blog.
